Sentinela

Assédio Moral

Entenda o que é, como identificar e como agir

O assédio moral é uma conduta abusiva, repetitiva ou não, que tem como objetivo ou efeito constranger, humilhar, intimidar ou prejudicar alguém em ambiente profissional, institucional ou social.
Ele pode ocorrer por meio de atitudes, palavras, gestos, mensagens ou comportamentos que afetem a dignidade, a saúde mental ou o desempenho da vítima.

A Resolução 351/2020 do Conselho Nacional de Justiça (Artigo 2°, Inciso I)  assim define:

“Assédio moral é processo contínuo e reiterado de
condutas abusivas que, independentemente de
intencionalidade, atente contra a integridade,
identidade e dignidade humana do trabalhador, por
meio da degradação das relações
socioprofissionais e do ambiente de trabalho,
exigência de cumprimento de tarefas
desnecessárias ou exorbitantes, discriminação,
humilhação, constrangimento, isolamento, exclusão
social, difamação ou abalo psicológico".

O que não é Assédio Moral

O ponto central que diferencia o assédio moral de outros problemas é a frequência. O assédio exige repetição e intenção de prejudicar. Se o fato é isolado, ele pode ser um erro ético ou gerar dano moral, mas não é assédio moral.

Para facilitar a sua compreensão, aqui está um resumo do que não caracteriza assédio moral, com base nos pontos que você trouxe:

O ponto central que diferencia o assédio moral de outros problemas é a frequência. O assédio exige repetição e intenção de prejudicar. Se o fato é isolado, ele pode ser um erro ético ou gerar dano moral, mas não é assédio moral.

1. Situações Eventuais e Isoladas

– Um comentário infeliz, uma crítica ríspida ou um momento de tensão que acontece uma única vez não é assédio. Pode ser uma falta de educação ou infração disciplinar (segundo o Estatuto do Servidor de MG), mas falta a característica da “perseguição continuada”.

2. Exigências Profissionais e Poder Diretivo

– Cobranças e críticas: Receber cobranças por resultados ou críticas construtivas sobre o trabalho é normal.

– Chefes exigentes: Ter um gestor que busca a excelência e cobra prazos de forma rigorosa é parte do papel dele (poder diretivo), desde que não use de humilhação.

3. Condições de Trabalho Precárias

– Se o ambiente de trabalho é ruim para todos (pouca luz, espaço apertado, falta de recursos), isso é um problema de infraestrutura, e não assédio. Só se torna assédio se essas condições ruins forem impostas propositadamente a apenas uma pessoa ou grupo para isolá-los.

4. Conflitos e Divergências de Opinião

– Debates técnicos e discordâncias sobre como realizar uma tarefa são saudáveis e normais. O conflito de opiniões, por si só, não é assédio, contanto que se mantenha o respeito profissional e a hierarquia.

5. Atos Administrativos (Gestão)

– Gestores têm o direito e o dever de:

– Mudar servidores de setor ou realocar funções.

– Definir escalas de trabalho e metas.

– Dar notas em avaliações de desempenho. Essas são prerrogativas do cargo. Se você discorda de uma nota ou de uma transferência, deve questionar administrativamente, pois o ato em si não é abusivo.

Em resumo: Para ser assédio moral, a conduta precisa ser repetitiva, direcionada e ter o objetivo de excluir ou humilhar. Se falta um desses elementos, estamos falando de gestão, conflito pontual ou precariedade geral do órgão.

Como identificar o assédio moral

O assédio moral pode se manifestar por atitudes repetitivas de humilhação, constrangimento ou isolamento no ambiente de trabalho. Fique atento a práticas que afetem sua dignidade, autoestima ou desempenho profissional.

O que fazer diante da situação

É importante reunir provas, como mensagens, e-mails ou testemunhas, e registrar os acontecimentos. Buscar orientação adequada ajuda a entender quais medidas podem ser tomadas com segurança e responsabilidade.

Busque orientação e apoio

Você não precisa enfrentar isso sozinho. Procure canais institucionais ou apoio especializado para compreender seus direitos e receber a orientação correta para cada caso.